Ansiedade: quando é hora de procurar terapia? 8 sinais para prestar atenção

Mulher de óculos olhando pela janela, pensativa, com luz natural

A ansiedade tem um talento especial: ela adora aparecer sem ser convidada.

Chega antes da entrevista de emprego, da prova, da conversa difícil. Até aí, tudo bem. Nessas horas ela até ajuda: deixa a gente alerta, preparado, de olho no que importa.

O problema é quando ela não vai mais embora. Puxa uma cadeira, tira o sapato, pede a senha do wi-fi e começa a dar palpite em tudo. Da reunião de amanhã até aquela mensagem que você mandou em 2019.

Então como saber se a ansiedade ainda é visita ou já virou moradora?

8 sinais de que a ansiedade passou do ponto

  1. Sua cabeça não tem botão de desligar. Você imagina o pior cenário várias vezes por dia, mesmo quando não tem nada concreto acontecendo.
  2. O sono virou um campo de batalha. Você deita, e é aí que o cérebro resolve fazer reunião de planejamento. Ou acorda às 4h da manhã pensando nos boletos.
  3. O corpo começou a reclamar. Aperto no peito, coração disparado, ombro duro, estômago embrulhado, aquela falta de ar esquisita.
  4. Você anda evitando coisas. Deixa de ir, adia conversas, inventa desculpa para não sair. Tudo pra não sentir aquele desconforto.
  5. Tudo parece urgente. Até o fim de semana vira lista de tarefas.
  6. Você anda com o pavio curto. Coisas pequenas tiram você do sério, e depois vem a culpa.
  7. Concentração? Só nas lembranças. Você lê a mesma frase três vezes e ela simplesmente não entra.
  8. Isso já dura semanas. E está atrapalhando o trabalho, os estudos, os relacionamentos ou o simples prazer de existir.

Se você foi marcando mentalmente vários itens dessa lista, calma. Isso não é um diagnóstico. Mas é um sinal de que vale a pena olhar pra isso com carinho. E não, você não precisa esperar “ficar pior” para merecer ajuda. Não existe nível mínimo de sofrimento pra começar terapia.

Quando procurar terapia para ansiedade (e o que acontece lá)

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, a gente trabalha junto para:

  • Entender o que dispara a sua ansiedade e como ela funciona em você, porque cada ansiedade tem a sua personalidade.
  • Pegar no flagra os pensamentos que aumentam o medo e aprender a questionar esses pensamentos.
  • Montar estratégias práticas pra lidar com as crises e com a preocupação do dia a dia.
  • Voltar, aos pouquinhos, a fazer aquilo que a ansiedade foi tirando de você.

Um exercício pequeno pra hoje

Na próxima vez que sentir a ansiedade subindo, faz o seguinte: para um minuto e dá nome a ela. Algo como “tô sentindo ansiedade, e ela tá aqui no meu peito”. Parece bobo, mas nomear já tira um pouco do poder dela.

Depois, solta o ar bem devagar, mais devagar do que puxou. Repete algumas vezes. Não resolve a vida, mas ajuda o corpo a sair do modo alarme e te devolve um pouquinho de espaço pra escolher o próximo passo.

Quando procurar ajuda imediata

Se a ansiedade vier junto com pensamentos de tirar a própria vida, ou se você estiver em sofrimento intenso agora, ligue para o CVV (188), gratuito e 24 horas, ou procure o pronto-socorro mais próximo.

A ansiedade pode até ter puxado uma cadeira. Mas a casa ainda é sua.

Você não precisa lidar com isso sozinho

Atendo online, com escuta acolhedora e estratégias práticas pro dia a dia.

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Leia também: terapia online funciona? O que você precisa saber.

Andreia Seti
Andreia Ferreira da Silva Sousa · Psicóloga Clínica · CRP 16/6482

Andreia Seti · Andreia Ferreira da Silva Sousa, Psicóloga Clínica CRP 16/6482

Andreia Seti é o nome com que Andreia Ferreira da Silva Sousa, psicóloga clínica (CRP 16/6482), assina seus conteúdos. Atende por terapia online no Brasil e para brasileiros no exterior, com base na Terapia Cognitivo-Comportamental.