Prevenção do suicídio: como reconhecer sinais e oferecer ajuda

Prevenção do suicídio

Os sinais nem sempre são altos. Saber reconhecê-los, e saber como se aproximar, pode fazer toda a diferença na vida de alguém.

Andreia SetiAndreia Ferreira da Silva Sousa · Psicóloga Clínica · CRP 16/6482 · 7 min de leitura

Às vezes, quem está sofrendo muito continua indo trabalhar, respondendo mensagem, sorrindo na foto.

Por isso os sinais podem passar despercebidos. Não porque as pessoas ao redor não se importam, mas porque ninguém ensinou a gente a reconhecê-los, nem o que fazer quando eles aparecem.

Este texto é sobre isso: perceber, se aproximar e ajudar.

Duas pessoas conversando com acolhimento

Sinais de alerta

Os sinais podem aparecer nas palavras, no comportamento e nas emoções. Nenhum deles, sozinho, define nada, mas todos merecem atenção.

No que a pessoa dizFrases como “não vejo mais sentido”, “queria sumir”, “sou um peso para todo mundo”, “quero que tudo acabe”.
No comportamentoIsolamento, mudanças bruscas de humor, abandono de coisas que antes importavam, aumento do uso de álcool ou outras drogas.
Nas despedidasMensagens de despedida, organização de assuntos pessoais sem motivo aparente, doação de objetos de valor afetivo.

Perguntar não coloca a ideia na cabeça de ninguém. Pode abrir uma porta.

Como se aproximar com cuidado

Pergunte de forma direta e calma

“Tenho te achado diferente. Você tem pensado em se machucar ou em tirar a própria vida?” Falar sobre isso, ao contrário do que muita gente pensa, não aumenta o risco.

Por que isso ajuda?

A pergunta direta e sem julgamento mostra que você se importa e dá à pessoa permissão para falar do que está sentindo.

Escute mais do que fala

Sente perto, deixe a pessoa falar no tempo dela, sem interromper, sem sermão e sem conselhos apressados.

Por que isso ajuda?

Muitas vezes, ter uma escuta verdadeira já alivia parte da dor e fortalece o vínculo para os próximos passos.

Incentive ajuda profissional, e ajude a buscar

Sugira psicólogo, psiquiatra, CAPS ou unidade de saúde. Ofereça-se para marcar a consulta junto ou acompanhar.

Por que isso ajuda?

O cuidado profissional é essencial. E quem está em sofrimento intenso muitas vezes não tem energia para dar esse passo sem apoio.

Amplie a rede de apoio

Com o consentimento da pessoa, envolva familiares e amizades de confiança. Ninguém precisa carregar isso em uma pessoa só, nem você.

Por que isso ajuda?

Saber que existe uma rede por perto diminui o isolamento, um dos fatores que mais aumentam o risco.

Torne o ambiente mais seguro

Se possível, afaste de perto da pessoa medicamentos em grande quantidade e objetos que possam ser usados para se machucar.

Por que isso ajuda?

Dificultar o acesso a meios em momentos de crise é uma das estratégias de prevenção com mais evidência.

O que evitar

Você não precisa ter as palavras perfeitas. Precisa estar presente.

E se você cuida de alguém nessa situação, cuide de você também. Acompanhar o sofrimento de quem amamos pesa, e você também merece apoio.

Uma reflexão para levar com você

Tem alguém na sua vida para quem hoje valeria a pena mandar um simples “como você está, de verdade?”

A terapia é um espaço seguro para falar de dor, perdas e sofrimento, e também para quem cuida de alguém. Atendo online, no Brasil e no exterior.

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Andreia SetiAndreia Ferreira da Silva Sousa · Psicóloga Clínica · CRP 16/6482 · @andreiaferreirapsicologa

Nota de cuidado: este artigo tem finalidade psicoeducativa e não substitui avaliação individual nem atendimento de emergência. Em risco imediato, ligue 192 (SAMU) ou procure o pronto-socorro.

Em crise? Ligue 188 (CVV), gratuito e 24 horas.

Andreia Seti · Andreia Ferreira da Silva Sousa, Psicóloga Clínica CRP 16/6482

Andreia Seti é o nome com que Andreia Ferreira da Silva Sousa, psicóloga clínica (CRP 16/6482), assina seus conteúdos. Atende por terapia online no Brasil e para brasileiros no exterior, com base na Terapia Cognitivo-Comportamental.